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O que retiramos da presença da Data Quality Campaign em Portugal? Imprimir e-mail
24-Jan-2010
FLE - Fórum para a Liberdade de Educação A visita a Portugal de Aimee Guidera, directora executiva da Data Quality Campaign, permitiu ao FLE convergir com várias instituições e personalidades no reconhecimento das potencialidades associadas à existência de um sistema estatístico de qualidade, com dados longitudinais, que disponibilize informação em tempo útil e de forma acessível às lideranças escolares, aos professores, aos pais e, naturalmente, aos decisores políticos e investigadores.
Apurou-se a consciência de que os dados estatísticos são um instrumento essencial no desenho e avaliação da politica educativa, e um meio importante para os educadores, em particular as equipas directivas das escolas e agrupamentos de escola e os professores seguirem o percurso de cada um dos seus alunos e actuarem de forma preventiva e sistemática.
Mas qualquer sistema estatístico, por melhor que seja a sua qualidade, de nada serve se não for facilmente acessível, e se não forem criados os mecanismos que permitam a produção de informação relevante em tempo útil. O acesso livre às bases de dados de educação, desde logo à comunidade científica, é, também por isso, um requisito de transparência e justiça social, bem como um imperativo de liberdade num Estado Democrático.
Os problemas de ordem jurídica associados à divulgação de dados não são um problema exclusivamente português. Há que seguir a experiência de outros países que encontraram soluções para proteger tanto a privacidade dos cidadãos como o direito de acesso a informação que não pertence ao Estado, mas à Comunidade.
O FLE vê assim reforçada a sua convicção de que a melhoria da qualidade do nosso sistema de ensino não pode dispensar o acesso transparente e o uso esclarecido dos dados estatísticos de educação. Nesta conformidade, procuraremos mobilizar os diversos agentes educativos num esforço conjunto de exigência aos poderes públicos para que procedam à recolha e disponibilização, tão ampla quanto possível, de dados sobre o sistema de ensino, incluindo séries longitudinais.
Poderá consultar no Facebook um excerto da entrevista de Roberto Carneiro à RR, onde se sublinha o direito de acesso, pelo menos dos investigadores, aos dados existentes. No site do FLE, encontra também a excelente e muito elucidativa apresentação de Aimme Guidera, perante a qual se impõe a questão: se eles são capazes, porque razão não podemos nós fazer o mesmo, ou melhor?
A equipa do FLE
Actualizado em ( 22-Mar-2010 )
 
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